terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

SPFW 4ºdia

Amanha o evento chega ao seu final, farei uma retrospectiva com as tendências mas fortes dos desfiles. O que acham?
Ontem teve desfiles masculinos belíssimos e vamos começar por eles. O primeiro que quero mostrar é :
Gente que modelos são esses em? Lindos e ainda teve participação do Marcelo Rosenbaum. Adorei as cores usadas no xadrez, o lenço no pescoço, chapéus. A inspiração para este inverno é o tempo, e um poema de Dalai Lama sobre "viajantes que devem encontrar a felicidade em algum lugar" etc. Pois estes viajantes, fotógrafos e modelos mais maduros, devem encontrar a felicidade fácil, em algum brechó ou em roupas com cara e tratamento de brechó, como estas, estilo mas sportwear.

O desfile da marca contou com participação do cantor Lobão, que ficou com sua banda no meio da passarela administrando a música. Os modelos sofreram uma pequena mudança, Celso Kamura colocou um tipo de cola no rosto, para que desse esse aspecto de rugas( adoro a assinatura do meu namorado oeieoie). Outro desfile ligado com tempo, a "decadente avec elegante" da marca cai em cima do estilo preppy americano - aquele clássico colegial mauricinho e bem vestido. Para isso, o time de estilo se jogou sobre itens chave - tricôs, camisas polo, alfaiatarias, suéteres. 

Cores, estampas, a coleção foi uma homenagem para a construção de Brasília. Para reviver aquela época, desenvolveu uma linha de acessórios com armações metálicas que lembram pregos e outros materiais usados numa obra, chapéus que parecem capacetes de operários,  bolsas em formato de marmitas. As formas seguem o balanço dos prédios da cidade e muitos dos vestidos e tops trazem os desenhos de arcos e de recortes que vemos o tempo todo nos cartões postais da cidade.

 Essa coleção teve a mesma inspiração de Maria Bonita, o artista Athos Bulcão foi o homenageado do dia na Bienal. A pesquisa do estilista mineiro mergulhou fundo não apenas dos azulejos de Brasília ou colaborações para Niemeyer com que Athos Bulcão ficou mais conhecido, Assim, o modernismo de seu traço apareceu em estampas e recortes das roupas, tirados de pinturas, máscaras, gravuras e fotomontagens. E se a geometria de suas referências ficou reservada às ilustrações, a silhueta veio alongada e fluida, em calças molengas, golas soltonas e o toque suave dos tecidos, como seda e tule.

 Sara aplica um viés esportivo em uma coleção sóbria mas sexy, de mix de tecidos nobres e imagem forte, à la batmoça do século 21. Os tons são escuros: pretos, cinzas e marinhos, mais um verde mui discreto ao final. Uma coleção acertada, feita com identidade forte, sem o menor excesso de passarela. E que consegue atender ao guarda-roupa inteiro da cliente, do dia ao festão noturno.




Vocês deram uma olhadinha nos achados? se não, vejam, ficou muito leal.
Crédito: CHIC da Gloria Kalil

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